23 sept. 2016

A MP 746 e o futuro do ensino de espanhol no Brasil


"Art. 13. Fica revogada a Lei nº 11.161, de 5 de agosto de 2005" (grifo meu).  Este foi um dos elementos que vimos ontem na  divulgação da Medida Provisória 746 que traz alterações importantes no ensino no Brasil (ver página 1 e  página 2 da MP publicada hoje no D.O.U.).

Dessa forma, a lei 11.161 foi extinta pela caneta do novo presidente do Brasil, via medida provisória (MP), e tem valor imediato para alterar a LDB e outros documentos importantes da educação nacional, mas, o que pode significar essa mudança na prática para os professores de espanhol?

Vamos por partes. 

Segundo a mesma MP, agora será obrigatória a língua inglesa no ensino fundamental e médio, como podemos ver a continuação na reformulação dos artigos 26 e 36 da LDB por dita MP:

Art. 26 - § 5º No currículo do ensino fundamental, será ofertada a língua inglesa a partir do sexto ano.

Art. 36 - § 6º Os currículos de ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos sistemas de ensino.

Um fato preocupante, no meu entender, é que se comparamos a nova redação com o texto do artigo 36 original (da LDB de 1996), poderemos ver claramente que foi aberta uma brecha para que tirem definitivamente a segunda língua estrangeira da grade curricular. Basta comparar os dois incisos, pois não é a mesma coisa dizer “será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição”, que indica obrigatoriedade na redação antiga, que dizer na nova redação “poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo” (os grifos são meus). Sinceramente, essa possibilidade (ou talvez não possibilidade) me deixa muito preocupado, pois a situação económica do país pode ser utilizada para justificar a impossibilidade de oferecimento da segunda língua, deixando apenas, na prática, o inglês nas escolas.

Agora bem. Há já algum tempo que alguns indícios mostravam que a opinião e desejo dos secretários e conselheiros de educação do Consed e CNE parecia ser a de priorizar (apenas?) o ensino de inglês nas escolas (ver aqui).  

Já entendíamos que isso poderia acontecer em qualquer momento, mas como professores de espanhol voltemos para nosso interesse e grande pergunta. O que isso pode representar para o futuro do espanhol nas escolas brasileiras e para nossa profissão?

Posso estar equivocado, mas, diretamente, a revogação neste momento da lei 11.161 (uma lei "estranha" que exigia a oferta obrigatória de espanhol e não seu ensino obrigatório),  não representou grandes mudanças de base na situação atual, mas de fato sim poderia trazer esta revogação, indiretamente, várias consequências.

Temos que reconhecer que a situação do espanhol nunca foi muito boa na prática real. Nos últimos anos os gestores de educação municipais quase extinguiram o ensino de espanhol no segundo segmento do ensino fundamental (sexto a nono ano escolar). Por outro lado, a situação no ensino médio é bastante variável, mas salvo casos pontuais, o trabalho com a língua espanhola também deixa bastante a desejar. Não por culpa dos professores, mas sim por causa “do sistema” que não contrata professores suficientes, não investe em formação e não estimula um ensino regular da língua nos três anos do ensino médio. Vejam as duas referências que deixei no final deste post, que discutem e mostram uma parte dessa situação. 

Por uma série de fatores objetivos e subjetivos, as línguas estrangeiras (adicionais) nunca foram bem consideradas na escola pública, nem o inglês e muito menos o espanhol. As carências no ensino de línguas na educação básica ficaram evidenciadas com a chegada do Programa Ciências sem Fronteiras e a necessidade urgente de tentar encontrar vias para potenciar o ensino de línguas e a proficiência mínima necessária dos bolsistas desse programa que em grande número viajaram para o exterior. Alguns projetos estaduais e nacionais foram estabelecidos e brindaram seus resultados para contornar a situação, mas não tiveram a abrangência e profundidade para mudar o quadro nacional calamitoso de desrespeito com as línguas estrangeiras na educação básica. 

Na situação existente em que muitos perguntam: inglês ou espanhol, inglês + espanhol ou apenas inglês? não podemos ignorar que muitos alunos, diante das dificuldades para aprender uma língua estrangeira (adicional) na escola optam pelo espanhol na prova do ENEM, como podemos ver no infográfico a continuação.


No site do INEP não existem ainda dados disponíveis do ENEM de 2015, mas a situação não deve ser muito diferente da que aparece neste gráfico. Em síntese, a procura pela língua espanhola no ENEM é maior que a do inglês. Dessa forma, seria inacreditável que os gestores de educação tenham intenção de minimizar, ainda mais, a presença da língua espanhola nas escolas públicas brasileiras.

Em outras palavras, o inglês é muito importante, sem dúvidas, mas o espanhol também é de interesse e de necessidade para os alunos brasileiros.

Parece que virão outras mudanças importantes na legislação educacional, com incidência indireta, como já foi dito acima, sobre a situação do espanhol. Uma delas é o incremento gradual da carga horária total no Ensino Médio e a presença de itinerários formativos específicos, com um deles sendo voltado para a área de linguagens, o que faz possível perguntar se, talvez, não serão abertas novas possibilidades para uma presença maior da(s) língua(s) estrangeira(s) nas escolas, principalmente nas que ofereçam o ensino em período integral.

Outros elementos que aparecem na medida provisória e nas apresentações realizadas pelo MEC sobre esse tema, também podem incidir na maior ou menor presença da nossa língua e de outras línguas estrangeiras nas escolas e também deixam dúvidas ou incertezas como o que pode acontecer, por exemplo, com os professores, os materiais utilizados (o PNLD), a prova de espanhol no  ENEM, e outros assuntos, mas devemos aguardar e seguir com atenção todo este processo. O conteúdo da Base Curricular Comum Nacional (BNCC), em preparação, e seu papel no ensino das línguas estrangeiras (adicionais), também deve ser de nosso interesse e atenção neste novo panorama.

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ABIO, G. Una opinión personal sobre los cambios experimentados en la función del profesor desde la “Ley del español” de 2005. Blog de Gonzalo Abio- ELE, 18 de abril de 2013. 

BARROS, C.; COSTA, E.; GALVÃO, J. (Orgs.). Dez anos da "Lei do Espanhol" (2005-2015). Belo Horizonte: Viva Voz/FALE, UFMG, 2016. http://150.164.100.248/vivavoz/data1/arquivos/Espanhol.pdf 

Inglês ou espanhol no ENEM? Saiba que língua estrangeira escolher. Blog do MISSU, s/d.
http://blog.missaouniversitario.com.br/ingles-ou-espanhol-no-enem-saiba-que-lingua-escolher/

Texto da proposta de Medida Provisória divulgada originalmente em 22-09-2016. http://estaticog1.globo.com/2016/09/22/mp-novo-ensino-medio.pdf

MEDIDA PROVISÓRIA No- 746, DE 22 DE SETEMBRO DE 2016 (publicado no D.O.U. em 23-09-2016) [página 1] [ página 2]

Texto da lei 11.161, de 5 de agosto de 2005.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11161.htm

Sitio web da Base Nacional Curricular Comum (BNCC)
http://basenacionalcomum.mec.gov.br


9 sept. 2016

El abucheo

Abuchear es, según el DRAE, cuando un auditorio o muchedumbre manifiesta su inconformidad contra una persona por medio de murmullos, ruidos o gritos. La definición de abucheo, por su parte, pueden verla de forma clara y ejemplificada en la Wikipedia. Tanto uno como otro, son ejemplos de un verbo y acción muy presentes en la vida actual de los brasileños.

Pensando que mis alumnos tal vez no conozcan cómo se dice en español ese término tan de moda (vaiar, vaia, en portugués), he preparado una ficha con tres breves textos periodísticos, que me parece que podrán ser útiles en ese sentido y que pueden servir también como base para una discusión, intentando que sea lo más equilibrada posible, sobre temas como educación, sociedad, cultura, deportes y política, entre otros.

La idea es que la hoja se doble en dos por la línea vertical, de forma que los alumnos lean primero el texto 1, antes de ver el otro lado con el segundo texto y la actividad sugerida.

Es muy recomendable que antes de hacer esa actividad productiva que se propone al final de la segunda columna, los alumnos lean el tercer texto, aunque lo más probable es que ya estén motivados para ello, debido al sugestivo título que tiene.

La comprensión de los tres textos no debe tener dificultades para un estudiante con un nivel A2, pero la producción probablemente será mejor aprovechada a partir de un B1.

Bien, aquí está la propuesta, a ver qué les parece.



hinchas =  torcedores (hinchada o fanaticada = torcida)

7 ago. 2016

Todas las ediciones del Anuario Brasileño de Estudios Hispánicos ahora en Internet


!!Gran noticia!!. La Consejería de Educación de la embajada de España en Brasil ha terminado de digitalizar los números que faltaban y ahora están disponibles para su descarga todas las ediciones del  Anuario Brasileño de Estudios Hispánicos (ABEH) en http://www.mecd.gob.es/brasil/publicaciones-materiales/publicaciones/ABEH.html

Infografías sobre cada deporte de los Juegos Olímpicos de Río 2016

Previo a los Juegos Olímpicos de Río 2016, en muchas escuelas brasileñas se ha hecho algún tipo de trabajo sobre ese tema, pero sospecho que con mayor o menor grado de profundidad, deben tratar principalmente sobre aspectos históricos y tal vez sobre la vida de algún deportista famoso.

Ahora, la mayor parte de las atenciones del mundo están en la realización del mayor certamen deportivo del planeta y en las proezas que veremos hasta el 18 de septiembre, día en que terminan las actividades de los deportes paralímpicos.

¿Por qué no aprovechamos el interés y seguimos trabajando sobre los temas deportivos, ahora con mayor profundidad o desde otro ángulo y en la lengua o lenguas extranjeras que se enseñan en la escuela?

En el blog dedicado a infográficos para la educación, el año pasado mostramos algunas posibilidades de trabajo con los pictogramas de los deportes olímpicos en español o en inglés [ver aqui], pero se puede ver y hacer mucho más.

Por ejemplo, el sitio web español Mundo Deportivo ha creado infografías con detalles sobre cada deporte olímpico. Este es el primero de los deportes, en orden alfabético, donde aparecen informaciones sobre las diversas modalidades del atletismo.


Para ver ampliado haga clic aquí.

Pueden ver también que están señalados los días y el local en que se competirá en ese deporte.

Si navegan por los pictogramas azules que están en la parte superior podrán llegar a las infografías correspondientes a cada deporte. Como son 35 deportes, hay para todos los gustos.

Básicamente, los alumnos puedes navegar y escoger uno o dos para presentarlo en español a sus colegas, pero las posibilidades de trabajo son enormes. Pueden hablar también sobre cuál deporte escogerían para practicarlo si tuvieran oportunidad, tratar sobre la ética en el deporte, la tecnología, el esfuerzo necesario para llegar a ser un atleta de alto rendimiento, etc.

En una etapa de producción posterior pueden investigar sobre la vida de atletas famosos y elaborar esquemas o infografías diversas sobre ellos, sobre la situación de cada deporte en el municipio o estado, etc.

Como ven, son muchas posibilidades y hay que aprovechar el interés que existe en este momento para entusiasmar e incentivar el conocimiento lingüístico desde un tema transversal como este.

5 ago. 2016

La natural curiosidad humana y nuestras clases


En la edición de hoy del periódico chileno El Mercurio ha sido publicado un artículo de divulgación científica que nos hace pensar sobre la importancia de incentivar la curiosidad natural de las personas.

Aunque no sea un artículo dirigido específicamente a los docentes, al leerlo me he puesto a pensar en si estimulamos o no la curiosidad de nuestros alumnos en nuestras clases o cómo pudiéramos hacerlo mejor.

Pensemos sobre eso, pues en realidad, las preguntas que lanzamos en sala de aula y nuestras actitudes mostradas podrán ser un motor incentivador para que los estudiantes vean e indaguen buscando las respuestas a las cosas que están más allá de lo que observan y entienden ahora, o se queden solo en justo lo que tienen que saber para pasar la prueba.

Por ejemplo, estoy seguro que por detrás de cada joven participante en la Feria de Ciencias de Google de este año, ya sea un ganador de premios o no,  hay un joven curioso y también un profesor incentivador de su curiosidad.

¿Antes de pedir que lean el texto didáctico o literario, estimulamos su lectura, la contextualizamos, damos un avance, brindamos las ayudas necesarias o simplemente pedimos que lo estudien "porque sí", sin más ayuda o incentivo a la curiosidad?

También, si muestras entusiasmo y placer en leer y aprender más, probablemente transmitirás  el mismo entusiasmo y ansias a tus alumnos, pero es verdad que hay ciertas preguntas que pueden despertar la curiosidad y otras no ¿Estás de acuerdo con eso?

Buena, sin más, como ya debes estar curioso, leamos el pequeño texto:


Para ver el texto original haz clic en este enlace: http://impresa.elmercurio.com/Pages/NewsDetail.aspx?dt=2016-08-05&dtB=05-08-2016%200:00:00&PaginaId=8&bodyid=1 (5 de agosto de 2016).

1 jul. 2016

Edmodo para mi nuevo curso

Por muchos años he usado las wikis de Wikispaces con mis grupos de alumnos que estudian en la modalidad presencial en una universidad brasileña para ser futuros profesores de español. Antes, yo usaba esas wikis en su versión clásica y abierta para todos, pero en los dos últimos semestres he optado por la versión classroom (sala de aula), que facilita en cierta medida la organización de las actividades realizadas durante el curso al imprimirle un cierto orden cronológico vertical al desorden que tienden a generar las tecnologías con flujo de comunicación predominantemente horizontal, como es este caso.

Como esos futuros profesores ya habían conocido en el semestre anterior el trabajo y posibilidades con las wikis, ahora, al inicio de este primer semestre de 2016 en julio. - sí, no es que hayas leído mal, ese retraso se debe a las huelgas que pararon la educación pública en diversas ocasiones-, he querido mostrarles y trabajar con ellos con otra opción que sea también fácilmente disponible para cualquier profesor que enseñe en las escuelas.

Con ese objetivo en mente, estuve mirando Schoology y Edmodo como posibles candidatos a LMS que sirvan como eje principal del curso.

En primer lugar, busqué algunas comparaciones existentes en la red como esta de Paz Bartolomé en Profeland "Edmodo frente a Schoology", así como este comentario en el blog "Menores en Red". 

Después de leer los comentarios y pensar en lo que deseaba hacer en el curso, concentré mi mirada en Schoology, pero me contuve un poco y terminé abriendo una sala para un curso igual en los dos LMS para poder compararlos mejor.

Como mi universidad no estaba registrada en Schoology tuve que abrir una solicitud de inserción en la lista de instituciones existente y ya estaba medio desanimado, porque el mensaje automático recibido decía que la autorización podía demorar hasta cinco días hábiles, pero me llevé una sorpresa agradable cuando recibí el mensaje de aceptación en poco menos de dos horas. En Edmodo sí aparecía mi universidad en la lista. En los dos casos vi con satisfacción que había un relativamente elevado número de universidades e institutos tecnológicos federales brasileños, que supongo que los utilizan como alternativas al Moodle

La preocupación de los administradores de Edmodo por preservar el carácter educacional de esa plataforma me causó una buena impresión, pues me fue solicitada una gran cantidad de informaciones con el objetivo de verificar  si yo era realmente un profesor y trabajaba en esa institución educativa. El aviso de que la verificación había sido positiva también me llegó en pocas horas.

Voy a ser sincero, tanto Schoology como Edmodo son muy parecidos en su estructura y posibilidades de trabajo, mezclando elementos de LMS y de red social, pero he podido percibir en un primer momento el porqué Edmodo acumula tantos comentarios favorables de profesores y alumnos. Es que la primera impresión que causa es que se parece mucho con Facebook, una red social ampliamente conocida y usada por muchos.  El parecido no es solo en su aspecto visual, pues también se hace extensivo a la lógica del trabajo en grupos, a los avisos y al grado configurable de visibilidad de los archivos subidos, entre otros aspectos. Por eso es tan familiar a sus usuarios.

Confieso que casi que solo por ese parecido es que me he decantado por Edmodo, y con él comencé ayer mi nuevo curso con los grupos de futuros profesores más avanzados que tengo, mientras que con los del semestre inferior mantengo mis wikis. De esa forma podrán conocer las dos posibilidades, con sus virtudes y defectos.

Ya les contaré cómo van las cosas, pero en un primer momento pude percibir que para la navegación a través de los smartphones con Android era mucho más fácil hacerlo por medio del aplicativo específico de Edmodo que por el navegador web.

Yo, que estoy acostumbrado al uso de las wikis, donde la colaboración es la premisa de trabajo principal y la mayor ventaja es la de poder integrar textos y contenidos diversos en las páginas wikis fácilmente editables, reconozco que me sentí un poco limitado al inicio, pues para hacer documentos colaborativos con Edmodo tuve que ir a aplicaciones de terceros, como los documentos de Onedrive o Google drive. Es verdad que está integrada a la plataforma esa posibilidad de uso, pero eso es algo para pensar bien en qué necesito y cómo usarlo.

Reconozco que Edmodo parece ser muy conveniente para organizar grupos de escolares no universitarios. Mi duda es con su empleo en la educación universitaria, aunque no puedo perder de vista que lo hacemos para que los futuros profesores vean y entiendan en la práctica las posibilidades que ofrece.

Aunque puede haber un desafío inicial para entender el uso de la herramienta y todas sus posibilidades, lo más importante es en realidad entender cómo sacarle el jugo para utilizarlo de una forma pedagógica que sea interesante y satisfactoria para todos, - el profesor y sus alumnos-, y que no se convierta en un uso aburrido, como ya estamos acostumbrados a oír con LMS antediluvianos como el Moodle

En otras palabras, cómo ecuacionar los clásicos principios pedagógicos de siempre, -tanto de lo presencial como de lo virtual, según palabras de Lorenzo García Aretio-, para tener un resultado provechoso y significativo en este nuevo curso, es el reto principal que tengo ahora, además de terminar de preparar el curso según los intereses de sus participantes, como acostumbro hacer en mi disciplina que tiene un alto contenido práctico.


Fuente: Pedagógicamente, ¿cambia algo Internet? (Blog de Lorenzo García Aretio, 22-06-2016).

Ayer, a la hora del registro inicial de los alumnos en Edmodo, que fue bien fácil con el código generado por el sistema para el grupo específico de la disciplina que creé, ya tuve un pequeño encontronazo con un par de futuros profesores que me preguntaron si podían no poner su e-mail en el registro en el sistema "para no tener que recibir mensajes del curso". Les expliqué que sí era posible, pero en ese caso tendrán que entrar con frecuencia para enterarse de los avances en el curso. Los rostros no parecían muy felices, pero por suerte esa impresión no fue evidente en los demás alumnos.

En el análisis que haga durante el desarrollo del curso tendré que ver cómo esos aspectos individuales diferenciales  repercuten en las opiniones y desempeño final de los participantes, pues es largamente conocido que puede haber diferencias en los resultados y el aprovechamiento en los cursos mediados por las tecnologías, en dependencia de las concepciones, actitudes y niveles de competencia de sus participantes.

Bueno, para comenzar este periplo educativo con Edmodo dejo a continuación algunas referencias iniciales a los posibles interesados en este tema.

ABREU,  Kelvya Freitas; OLIVEIRA,  Francisco Kelsen de. O uso do Edmodo como ferramenta educacional nas aulas de língua espanhola. Revista Semirárido De Visu,  v. 3, n. 1, p. 34-43, 2015.
http://periodicos.ifsertao-pe.edu.br/ojs2/index.php/revista/article/view/126

CAVALCANTE, Higor Miranda; FERREIRA FILHO, Antonio Antunes; CASTELA, Greice da Silva. Integrando curtas-metragens e a rede social Edmodo em aulas de língua espanhola: experiências de docência do PIBID. Revista Ensino & Pesquisa, v.13 n.01 (suplemento), p.79-93, jan/jun 2015. [link]

CASTELA, Greice da Silva; GRANETTO, Julia Cristina. Letramento digital via web 2.0: o uso da rede social Edmodo nas aulas de língua espanhola. Revista SURES, Foz do Iguaçu, v.1, n. 4, p. 1-15, 17 jan. 2014. [link]

GIMENEZ,  Telma; RAMOS,  Samantha Gonçalves Mancini. Planejamento e implementação de curso online como atividades de estágio curricular na área de inglés. Ilha do Desterro,  n. 56, p. 101-131, jan/jun. 2014.  [link]

GOMES,  Conceição Malhó. Edmodo: uma plataforma educativa para explorar. In: CARVALHO,  Ana Amélia A. Apps para dispositivos móveis: manual para professores, formadores e bibliotecários. República Portuguesa, Ministério da Educação, 2015, p. 91-103. [link]

GÓMEZ MUÑOZ,  Guillermo. EDMODO o cómo gestionar la clase comunicativa de forma fácil y eficaz. In: XXII Congreso Internacional de la ASELE  "La Red y sus aplicaciones en la enseñanza-aprendizaje del español como lengua extranjera". Valladolid, 2011, p. 663-674.  [link]

22 jun. 2016

Agenda: Inscripciones abiertas para el Programa Virtual de Formación para Profesores Brasileños de Español. Instituto Caro y Cuervo.


El Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras y el Instituto Caro y Cuervo tienen el placer de anunciar la abertura de inscripciones hasta el día 10 de julio de 2016 para el Diplomado en Pedagogía y didáctica para la enseñanza de español como lengua extranjera 2016 ofrecido de forma virtual con una duración total de 120 horas. 

Los postulantes brasileños que sean seleccionados tendrán una reducción importante en el costo total del curso.

Más informaciones en:

1 jun. 2016

Novedad editorial: e-book Panaméricas utópicas: A institucionalização do ensino do espanhol no Brasil (1870-1961)


Fruto del trabajo de investigación realizado por Anselmo Guimarães para su maestría ha sido publicado por la editora UFS el e-book gratuito Panaméricas utópicas: A institucionalização do ensino do espanhol no Brasil (1870-1961).

Esa obra puede ser descargada desde el sitio web de la editora. Para bajar el libro hay que seguir el mismo camino que si fuese realizada una compra, pero una alternativa puede ser bajarlo directamente desde aqui.

Mis felicitaciones al autor.